O Brasil é um país sem memória. É verdade. Já sabemos disso há um bom tempo. Não temos, enquanto nação, o hábito de preservar a nossa própria história. Nas emissoras de televisão, talvez pelo alto custo das fitas de videoteipe na época, ou talvez pelo improviso dos primeiros tempos, acabamos não pensando no futuro e a história dos primeiros tempos acabou se perdendo.O acervo audiovisual da extinta Rede Tupi de Televisão, que está depositado na Cinemateca Brasileira.
Um produto dessa empreitada é uma pesquisa feita sobre Beto Rockfeller, novela apontada como marco na teledramaturgia brasileira.
“É a primeira novela que usa linguagem coloquial, figurinos coloquiais e se aventura na gravação externa, então aparece São Paulo. Além disso é uma novela que tem uma boa dose de irreverência”, afirma Esther Hamburger, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
Beto Rockfeller foi um sucesso de público e crítica e foi ao ar por 13 meses, entre 1968 e 1969, mas a coleção da Cinemateca Brasileira conta apenas com sete capítulos da produção da Rede Tupi.
No site Banco de Conteúdos Culturais é possível ter acesso a grande parte do acervo da TV Tupi, inclusive capítulos inteiros de novelas que estão preservados. Em outra área, é possível acessar os scripts dos telejornais.
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